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Sudoku químico

Vi a dica no facebook da minha amiga e colega Fabi Mansilla. ;)

Para quem não sabe, sudoku é um jogo de raciocínio lógico que envolve números, em geral.

O objetivo é conseguir encaixar o números de um a nove dentro de cada espaço sem que eles se repitam nas linhas e colunas. 

Existem sudokus com mais linhas e colunas, bem maiores e bem mais difíceis. Assim como existem sudokus com desafios adicionais (3D, por exemplo). 

No sudoku tradicional, um quadrado com dimensões 9X9 é dividido em quadrinhos nenores com dimensões 3X3.

Dentro de cada quadradinho 3X3 os numeros de 1 a 9 também devem aparecer sem se repetir nas linhas e colunas.

Nesse Sudoku químico, os números são substituídos pelos símbolos dos elementos químicos, mas as regras do sudoku permanecem as mesmas.

Não repita um mesmo elemento na linha ou coluna e nem dentro do quadradinho 3x3.

Quando eu arranjar um tempo para resolver esse desafio, posto o resultado aqui.

Boa diversão.

Click here to download:
CWFeb06sudoku_tcm18-47078.pdf (496 KB)
(download)

FONTE

Lucy in the Sky with (nano)diamonds

Vi a matéria no Canal Fala Química, no facebook.

Daí fui pesquisar o link original e compartilho a tradução agora com vocês:

Notícia publicada no dia 24 de Fevereiro de 2012

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Pesquisadores australianos desenvolveram um modelo para resolver a origem dos nanodiamantes meteóricos, um quebra-cabeças cosmológico antigo. Seu trabalho pode também ter um impacto sobre um processo importante no planeta Terra: sintetizar diamantes artificiais.

Até recentemente, investigar a vida do universo em seus estágio iniciais era possível apenas através de espectroscopia. Pela observação da radiações antigas provenientes do espaço, os astrônomos podem efetivamente olhar para trás na história. Isso mudou no final dos anos 1980 quando nanodiamantes (minúsculas partículas de diamente de menos de 2 nm de tamanho obtidas a partir de meteoritos) mostraram conter isótopos nãp usuais de gases nobres que indicavam suas origens fora do nosso sistema solar.

'Essas amostras foram realmente importantes porque foi a primeira vez que nós pudemos dizer "Isso realmente veio de fora do nosso sistema solar,"' disse Rhonda Stroud, que estuda nanodiamantes meteóricos no US Naval Research Laboratory em Washington.

Entretanto, desde a sua descoberta, os nanodiamentes têm confundido mais do que esclarecido, com a aparentemente conflitante evidência a respeito da sua idade e origem frustrar todas as tentativas de desenvolver um modelo realista para a formação dos nanodiamantes que se encaixe em todos os dados. Agora, Nigel Marks da Universidade Curtin em Perth, Australia, e seus colegas propuseram um novo modelo para a formação dos nanodiamantes, os quais eles acreditam oferecer a solução mais simples e óbvia. 

Formation of nanodiamonds

 

Na figura, à medida que as "cebolas" colidem com a superfície, elas se transformarm em diamantes.
© Phys. Rev Lett.

O modelo de Marks é baseado na colisão de "cebolas" de carbono - camadas concêntricas de moléculas de fulereno que podem ocorrer naturalmente no espaço. "Cebolas de carbono estão absolutamente em todos os lugares," diz Marks, "em qualquer lugar que exista vapor de carbono, ele se resfria espontaneamente para formar essas estruturas concêntricas de cebola. O telescópio Spitzer tem mostrado que o espaço está cheio de fulerenos e eu ficaria tremendamente surpreso se ele não estivesse cheio dessas cebolas também. De fato, cebolas são mais fáceis de formar." E à medida que elas se formam, as cebolas encapsulam outras espécies, fornecendo uma "explicação elegante para como os isótopos terminam capturados dentro dessas estruturas". Quando essas cebolas colidem umas com as outras, ou com outros materiais, na velocidade adequada, a força do impacto faz com que ocorra uma transição de fase para a forma diamante.

Mark tropeçou na sua descoberta enquanto conduzia simulações computacionais para investigar anomalias estruturais em uma cobertura fina de carbono. "Nós rodamos muitas, muitas simulações," disse Marks" e em boa parte dos casos nós observamos que se formou diamante. Nós descobrimos que esse grande enigma existia na astrofísica e quando nós procuramos as condições em nossas simulações, elas eram exatamente as encontradas no espaço." Marks sugere que as condições ordinárias poderiam permitir a formação de nanodiamantes antes e durante a formação do nosso sistema solar, resolvendo a confusão relativa à evidência de idade dos nanodiamantes.

Rhonda Stroud diz que o modelo de Marks é bastante convincente mas pode não ser a única explicação. "Eu suspeito que existirão múltiplas origens, múltiplas populações de nanodiamantes e uma vez que nós possamos medi-las individualmente, nós estaremos aptos a distinguir os diamantes de diferentes origens".

Stroud também nota que a identificação inequívoca da idade e origem de nanodiamantes específicos requerirá técnicas analíticas potentes que estão apenas começando a se tornar dispo níveis. 

"O processo de transformação das cebolas de carbono por choque é bastante realista," confirma Sasha Verchovsky da Open University, Reino Unido, que também trabalha nos cálculos do fenômeno dos nanodiamantes. "Será interessante fazer esse experimento para produzir nanodiamentes a partir de cebolas de carbono."

Para Marks, a verificação experimental desse modelo e suas implicações para a ciência dos materiais são o aspecto mais interessante do seu trabalho. "Nós queremos agora criar aparatos que contenham apenas cebolas de carbono e então controlas suas colisões com superfícies," diz ele. "O que será a peça fundamental de evidência ... nós estamos aptos a fazer coisas que nós normalmente não fazemos com carbono ... e se funcionar, nós teremos uma nova forma de produzir diamante."

Referências

N Marks, M Lattemann and D McKenzie, Phys. Rev. Lett., 2012, 108, DOI:10.1103/PhysRevLett.108.075503

Bônus: vídeo com uma animação da simulação computacional

Nova área da psicologia tenta entender comportamento científico

Notícia ctrl-c+ctrl-v, mas tá valendo:

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Quando questionada sobre por que é cientista, a geneticista Luiza Bossolani Martins, doutoranda da Unesp (Universidade Estadual Paulista), foi taxativa: "Desde pequena queria descobrir a cura de doenças. Não dá para explicar."

Agora, a psicologia quer entender aquilo que Martins não consegue explicar: o que leva algumas pessoas a terem comportamento científico?

A atitude questionadora de quem quer entender o que está ao seu redor, independentemente de a pessoa ser mesmo cientista, é alvo de uma disciplina recém-criada, a "psicologia da ciência".

Idealizada pelo psicólogo norte-americano Gregory Feist, da Universidade San Jose, na Califórnia, a área reúne pesquisas sobre os aspectos que envolvem o interesse pela ciência --tudo isso sob o guarda-chuva da psicologia.

Esses trabalhos já têm até periódico próprio: o jornal do ISPST (sigla de Sociedade Internacional de Psicologia da Ciência da Tecnologia).

"Entendendo os aspectos da personalidade, da cognição e do desenvolvimento do talento científico, teremos mais condições para incentivar jovens com essas qualidades para uma carreira em ciência", disse Feist à Folha.

De fato, conversas com cientistas deixam claro que o incentivo, especialmente na escola, contam muito na escolha pela carreira científica.

"Sou cientista por uma razão muito simples: tive um professor de ciências na escola cujas aulas eram fascinantes", conta o fisioterapeuta Nivaldo Parizotto.

Ele é professor da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e está nos EUA hoje para estudar a ação do laser no envelhecimento.

Outro relato comum entre os cientistas é uma vontade de "explicar o mundo".

"Por que abriria mão de escrever um pouco mais sobre como as coisas funcionam?", questiona o físico Pierre Louis de Assis, que faz pós-doutorado na Universidade Joseph Fourrier, na França.

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FONTE

Via facebook do meu amigo Kendi.

Menina de 10 anos descobre molécula inédita

Tradução do post de onde se originou a notícia:

Para Clara Lazen, 10 anos, uma atividade de sala de aula resultou em uma descoberta científica.

Como o seu Professor de Química, Robert Zoellner confirmou, a curiosidade da aluna de 5º ano levou a uma nova molécula, e sua primeira menção em um periódico científico.

Quando Kenneth Boehr instruía sua classe de 5º ano na Escola Border star Montessori em Kansas City (Missouri), a construir moléculas com kits de modelagem molecular, ele não esperava que um de seus estudantes fizesse uma descoberta científica.  

Mas isso foi o que aconteceu quando Clara Lazem, 10 anos, aleatoriamente arranjou uma combinação única de átomos de oxigênio, nitrogênio e carbono. O resultado foi uma molécula que Boher nunca tinha visto antes.

Então ele enviou um e-mail para um amigo de longa data e professor de Química na HSU Robert Zoellner, um Químico Computacional (\o/) que usa softwares para modelar matematica as propriedades das moléculas. 

"Ken enviou-me uma foto da molécula no meu celular e comumente eu posso dizer corretamente se ela é real," disse Zoellner. Desta vez, ele não pôde dizer isso.

Então ele colou o arranjo molecular no Chemical Abstracts, uma base de dados online pesquisável através da Bibllioteca da HSU que contém literatura relacionada a Química publicada desde 1904.

Apenas um artigo surgiu, Zoellner disse. Ele era para uma molécula com a mesma fórmula mas com um arranjo de átomos diferente do arranjo da molécula de Lazen.

Zoellner procurou um pouco mais atentamente e determinou que não apenas a molécula de Lazen era única, mas ela tinha potencial para estocar energia. Ela contém a mesma combinação de átomos que a nitroglicerina, um poderoso explosivo. Se um Químico sintético for bem sucedido em criar a molécula - batizada tetranitrato-oxicarbono - ela pode armazenar energia, criar uma grande explosão, ou fazer algo intermediário, disse Zoellner: "Quem pode saber?"

Zoellner submeteu um artigo sobre suas descobertas à edição de Janeiro da revista Computational and Theoretical Chemistry. Tanto Lazen quanto Boher estão listados como co-autores.

Em uma entrevista à mídia local, Lazen disse que ela nunca pensou que poderia ser uma autora de artigos publicados aos 10 anos de idade.

"Muitos jovens de 10-11 anos não têm seus nomes em um artigo científico", disse ela ao jornal Kansas City Star.

Zoellner disse que ainda não sabe se o artigo científico vai ser aceito para publicação. Desde que os cientistas estão sempre procurando por novas formas de obter energia, os químicos sintéticos precisam tentar criar a molécula, ele disse. Se eles tiverem sucesso, eles podem descobrir uma nova forma de estocar energia.

Independente do que acontecer, a experiência já reforçou o interesse de Lazen em ciência, disse Zoellner. Ela é particularmente interessada em Biologia e em Medicina. É refrescante, disse Zoellner, porque existem tantas mulheres com temor à carreira científica à medida que vão envelhecendo.

"Mulheres são comumente melhor preparadas que os homens para o ensino médio e universidade mas elas decidem não seguir carreiras científicas por razões diversas", diz Zoellner. "Se eu pudesse mantê-las e a alguns dos seus colegas interessados em ciências, eu seria bem sucedido".

 

 

5 megabytes em 1956...

...pesavam 1 tonelada.

5megas
Tratava-se do Hard Disk do computador IBM 305 RAMAC (Random Access Method of Accounting and Control ou método de acesso aleatório para contabilidade e controle), usado pelo governo americano com fins militares.
Ph0305
O computador IBM 305 RAMAC foi produzido entre os anos de 1956 e 1961 (parou de ser vendido em 1969), teve 14 modelos no total e foram produzidas algo em torno de 1000 unidades ao longo de sua história.
Ph0350a
Seu disco rígido (modelo 350) era composto por uma série de 50 discos magnéticos empilhados, acessados por um mecanismo de leitura acionado por pistões de ar comprimido. Suas dimensões eram de 152,4 centímetros de comprimento, 172,72 centimetros de largura e 73,66 centímetros de altura.
Ph0350b
Os discos giravam a 1200 rpm, possuíam 20 trilhas por polegada, sendo que cada trilha comportava 100 bits de informação (para a época isso era algo monstruoso), com um espaçamento entre trilhas de 800 micropolegadas.

O tempo de busca num disco desses era algo em torno de 600 milissegundos (o tempo médio hoje em dia é de 8,5 milissegundos).

Da próxima vez que for reclamar do seu pendrive lotado de arquivos MP3 com música folclórica da Mongólia Setentrional, lembre-se de quanto espaço os raros usuários de computadores da segunda metade do século XX dispunham.

FONTES: IBM e Chongas (que me deu a ideia para esse post.)

Calendário de Químico

Acabei de ver no 9GAG e catei o link para vocês.

(download)

Trata-se de um calendário bem legal que usa o fenômeno da capilaridade para ir marcando os dias do mês.

Funciona mais ou menos assim:

  1. Cada mês possui um frasco de tinta que, quando aberto, começa a impregnar o papel à sua volta.
  2. Através do fenômeno da capilaridade, a tinta começa a penetrar no papel e a subir por um caminho marcado em relevo no papel.
  3. O designer que criou o calendário colocou os números em uma disposição tal que leva mais ou menos um dia para cada número ficar totalmente pintado.

Além disso, as cores escolhidas pelo criador do calendário refletem a estação do ano e a sensação climática que as pessoas costumam sentir naquele mês em questão.

Mais criações do designer espanhol Oscar Diaz, você encontra no site dele.

http://www.oscar-diaz.net/

Obrigado pela atenção!

Material metálico ultraleve é desenvolvido nos EUA

Um grupo de cientistas norte-americanos desenvolveu um novo material metálico cem vezes mais leve do que esferovite e que pode ser colocado em cima de um dente-de-leão sem o danificar.

Cientistas inventam o material metálico mais leve do Mundo

De acordo com um estudo publicado na revista "Science", o novo material é constituído em 99,99% por ar graças à sua arquitectura celular. Os investigadores da empresa UC Irvine, HRL Laboratories e da Universidade da Califórnia salientam que se trata do mais leve material existente na Terra e que até agora o seu estudo não sofreu qualquer contestação.

"O truque é fabricar uma rede de tubos ocos interligados com uma parede de espessura mil vezes inferior à de um cabelo humano", explicou Tobias Sandler, que lidera a investigação.

O novo material, que recebeu o nome de "microrede metálica ultraleve", é fabricado com 90% de níquel mas, de acordo com os autores, pode ser feito com outra composição já que o níquel foi escolhido apenas pela sua facilidade de manuseamento.

FONTE